O ano está acabando e, nos
municípios paraibanos, comissões de transição trabalham para garantir o fim das
atuais gestões e o início dos novos mandatos, sem interrupção na execução de
serviços. Mas em 24 cidades esse processo merece uma atenção redobrada.
É que nelas os atuais prefeitos
não conseguiram eleger aliados. Em quatro municípios (Riacho dos Cavalos, Lagoa
de Dentro, Cuitegi e Coremas) os prefeitos disputaram e não foram reeleitos.
O 'arrumar a mala' precisará ser
acompanhado da observância de regras e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Um deslize nesse aspecto pode significar ações de improbidade e muita dor de
cabeça junto à Justiça mais à frente. E, claro, dificuldades futuras também
para as populações desses municípios.
Na Paraíba, em um passado não tão
distante, prefeituras foram entregues com luz de velas, computadores e carros
sucateados. O presidente da Famup, George Coelho, alertou os gestores da
necessidade do trabalho de transição. No Estado 107 prefeitos foram reeleitos. Nas
contas da Famup, menos de 10% das prefeituras chegam com os cofres no
'vermelho'.
"Esse é um momento que
requer muita atenção dos gestores para o fechamento das contas até o final do
mandato que se aproxima já que a Lei de Responsabilidade Fiscal impõe um
compasso regido pela prudência", assinalou Coelho.
Não conseguiram eleger sucessores
os prefeitos de Alagoa Grande, Areial, Caaporã, Cachoeira dos Índios, Caraúbas,
Curral de Cima, Ingá, Jacaraú, Montadas, Mulungu, Nova Olinda, Nova Palmeira,
Paulista, Poço de José de Moura, Remígio, Riachão, São José da Lagoa Tapada,
Serra Branca, Sumé e Várzea.
Recentemente o Ministério Público
publicou uma cartilha com as regras de transição. Seguir as orientações do
documento é um passo importante para os atuais e futuros gestores.
Com Jornal da Paraíba
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